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PEC: Com redução salarial aprovada servidores vão ao STF.

PEC emergencial volta a ter destaque e servidores prometem ir ao STF se redução de salários for aprovada.

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A PEC emergencial vem conquistando cada vez mais parlamentares, principalmente pelo apoio apresentado por Rodrigo Maia. O projeto de emenda faz parte do “plano mais Brasil” do governo que busca conter os gastos no país.

A partir deste plano, espera-se uma economia de R$ 50 bi por cerca de 10 anos. Como já abordado em outros artigos, a PEC emergencial poderá reduzir até 25% da jornada e salários dos servidores caso aprovada.

 

Estado de atenção na PEC com a volta do congresso.

 

O funcionalismo anda atento a todas as possíveis mudanças e decisões que possam vir a ocorrer. Contudo, os servidores vêm tentando frear o prosseguimento do texto e prometem entrar na justiça caso a PEC seja aprovada.

Alguns representantes dos servidores afirmam que os salários são algo irredutível. E neste momento, mudar este entendimento será o gatilho para entrar com uma ação no STF para analise de constitucionalidade.

O texto base da PEC prevê muitas outras medidas para que haja uma contenção de gastos. No entanto Rudinei Marques (presidente do Fonacate), afirmou que cortar salários é algo “indiscutível”.

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Marques continuou dizendo “No caso da redução salarial, haverá briga no Supremo, porque a irredutibilidade salarial entendemos ser cláusula pétrea”.

Como outras medidas paliativas para contenção de gastos estão estabelecidas no texto: proibição progressões de carreira, aumentos salarias vetados, como também realizar concursos.

 

Direitos sociais em cheque

 

A expectativa dos servidores como de alguns juristas é de que o texto base receba diversos questionamentos de âmbito jurídico, dificultando o prosseguimento do texto.

De acordo com Manoel Peixinho, as cláusulas pétreas citadas acima, estão presentes no artigo 60 §4º da constituição federal.

Peixinho afirmou ainda que “São a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes; e os direitos e garantias individuais”.

A irredutibilidade salarial é um direito social no Brasil, onde este não tem relação as cláusulas pétreas, segundo Peixinho. Contudo, o jurista levantou um questionamento: pode haver uma interpretação de que os direitos sociais integram o núcleo dos direitos individuais.

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Peixinho destacou que “E, assim, poderão ser considerados cláusulas pétreas. Mas essa compreensão pode ser objeto de debate no Judiciário, principalmente no STF”.

“A interpretação mais garantista é de que os direitos sociais integram o núcleo dos direitos individuais, que estão protegidos na Constituição como cláusulas pétreas. Mas se a Justiça (o entendimento) for liberal, dirá que não. Caberá em última instância ao Supremo dizer”, finalizou Peixinho.

Para concluir sua argumentação, Peixinho concluiu dizendo: “A redução de salários poderá surtir um efeito colateral, diminuindo o poder de compra da classe trabalhadora. Assim, poderá haver desaquecimento da economia”.

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Com PEC o país vai parar

Rogério Expedito (coordenador do Fonasefe), recordou que em 2019 o tema já havia sido julgado no STF, e que a decisão da maioria foi impedir a redução salarial.

Expedito ainda afirmou que “Já existe decisão do Supremo sobre isso, e iremos acionar a Justiça novamente se a PEC passar”.

De acordo com Expedito, se todas as medidas da PEC forem colocadas em pratica o país vai parar. “Haverá greve. Os servidores estão com o salário corroído e não vão aguentar”.

Com a volta do congresso a PEC emergencial volta a discussão. No entanto, qual sua opinião sobre o assunto? Deixe seu comentário no campo próximo do rodapé do nosso blog.

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