A reportagem da Condsef/Fenadsef, publicada em 30 de setembro, reúne declarações de candidatos à Presidência sobre servidores públicos federais e possíveis mudanças na administração pública. Entre os assuntos estão gestão por desempenho, uso de tecnologia, concursos e reposição de pessoal.
Para servidores ativos, aposentados e pensionistas, é importante distinguir o que foi declarado durante a campanha do que foi formalizado em um programa de governo — e, principalmente, do que já foi aprovado e está em vigor. As falas reproduzidas pela entidade não mudam automaticamente direitos ou benefícios.
O que os candidatos disseram sobre o serviço público?
Segundo a publicação da Condsef/Fenadsef, a coluna do jornal Extra consultou seis candidatos. A entidade informa que Flávio Bolsonaro não participou. A reportagem reproduz declarações atribuídas aos outros cinco, embora um deles, Romeu Zema, não tenha respondido à pergunta específica sobre concursos e reposição de pessoal.
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende manter o diálogo com servidores e mencionou a regulamentação da negociação no serviço público, gestão por desempenho, avaliação dos serviços pela população e qualificação dos servidores. Também falou sobre o uso ético de inteligência artificial, com supervisão humana.
Augusto Cury defendeu modernização e digitalização da administração, metas e indicadores de desempenho, capacitação e ações de prevenção ao estresse, ao burnout e ao adoecimento emocional.
Renan Santos mencionou mudanças na gestão de carreiras, avaliação de desempenho e gestão por resultados. Sobre estabilidade, a declaração reproduzida pela reportagem distingue carreiras típicas de Estado de outras carreiras para futuros ingressantes, no contexto de uma eventual reforma.
Ronaldo Caiado afirmou que o foco deve ser a qualidade dos serviços prestados à população e citou o uso de tecnologia e inteligência artificial, além de uma revisão de cargos e funções.
Romeu Zema defendeu uma reforma administrativa voltada à eficiência, metas e mensuração de resultados. De acordo com a reportagem, ele não respondeu à pergunta específica sobre concursos e reposição de pessoal.
As descrições acima resumem declarações reproduzidas pela Condsef/Fenadsef a partir da coluna do Extra. Não são uma verificação independente dos programas de governo completos nem substituem a consulta às propostas registradas na Justiça Eleitoral.
Há promessa de novos concursos?
As respostas reproduzidas pela reportagem variam. Alguns candidatos mencionaram concursos planejados conforme a necessidade dos órgãos; outros defenderam avaliar déficits, funções e possibilidades de reorganização antes de repor vagas.
Isso não confirma a abertura de concursos para órgãos ou carreiras específicos. A realização de certames depende de decisões administrativas, autorização, orçamento e demais procedimentos aplicáveis. Uma declaração de campanha, isoladamente, não garante vagas, cronograma ou nomeações.
O que foi reivindicado para aposentados e pensionistas?
Em publicação própria, a Condsef/Fenadsef informou ter encaminhado aos candidatos uma carta com 23 questões sobre servidores, empregados públicos e serviços públicos. Entre as reivindicações listadas pela entidade estão:
- auxílio-nutrição de R$ 1.300 para aposentados e pensionistas da administração federal direta, autárquica e fundacional, com reajuste pelo INPC;
- equiparação do valor dos benefícios entre servidores dos três Poderes.
Esses pontos são reivindicações da entidade sindical, não benefícios concedidos nem compromissos assumidos automaticamente pelos candidatos. A reportagem de 30 de setembro também menciona uma carta elaborada conjuntamente por Condsef e Fenasps; essa referência não deve ser confundida com a publicação da Condsef sobre sua própria carta de 23 questões.
As declarações já estão valendo?
Não por si só. Uma declaração de campanha não altera automaticamente remuneração, benefícios, concursos, regras de carreira ou aposentadoria. A implementação de uma proposta pode depender de projeto de lei, aprovação legislativa, previsão orçamentária, regulamentação ou decisão administrativa, conforme o tema.
Por isso, servidores ativos, aposentados e pensionistas devem verificar o alcance de cada proposta e acompanhar os atos oficiais antes de considerar que haverá uma mudança concreta.
Quando será a eleição?
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, a votação está prevista para 25 de outubro, conforme as informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O que o servidor deve observar
- Quem seria alcançado: servidores ativos, aposentados, pensionistas, empregados públicos ou apenas determinadas carreiras.
- Qual é o estágio da proposta: declaração, programa de governo, projeto em tramitação ou norma já publicada.
- O que depende de outras instâncias: algumas mudanças exigem aprovação do Congresso ou previsão orçamentária.
- Quem formulou a demanda: reivindicação sindical não significa que os candidatos tenham aderido a ela.
- Onde conferir: consulte documentos oficiais, programas registrados e atos publicados pelos órgãos competentes.
Conclusão
As declarações reunidas pela Condsef/Fenadsef mostram temas presentes no debate eleitoral sobre o serviço público, como concursos, gestão e valorização do funcionalismo. Mas, para servidores federais ativos, aposentados e pensionistas, a distinção central continua sendo entre fala de campanha, proposta formal e medida em vigor.
Atualizado em 1º de outubro de 2026. As declarações foram resumidas com atribuição à reportagem da Condsef/Fenadsef. A matéria não as apresenta como transcrição integral nem como compromissos já implementados.
Perguntas frequentes
As declarações citadas já viraram lei?
Não. A reportagem reproduz declarações de campanha; elas não alteram direitos automaticamente.
Quais candidatos tiveram declarações reproduzidas?
A publicação apresenta falas atribuídas a Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Também informa que Flávio Bolsonaro não participou da coluna consultada.
Todos responderam sobre concursos?
Não. Segundo a reportagem, Romeu Zema não respondeu à pergunta específica sobre concursos e reposição de pessoal.
Aposentados e pensionistas foram mencionados?
Sim. A Condsef/Fenadsef lista reivindicações para esses grupos, incluindo auxílio-nutrição e equiparação de benefícios. São demandas da entidade, não benefícios já concedidos.
As falas garantem a realização de novos concursos?
Não. A realização de concursos depende de decisões e procedimentos oficiais; as declarações não garantem vagas ou datas.
Onde consultar as datas das Eleições 2026?
No portal do Tribunal Superior Eleitoral.
Fontes
- Condsef/Fenadsef — “Saiba o que os presidenciáveis querem para o servidor federal”, publicada em 30/09/2026. Reproduz declarações atribuídas a candidatos a partir de coluna do Extra.
- Condsef/Fenadsef — “Condsef/Fenadsef envia questionamentos aos presidenciáveis”, publicada em 09/09/2026. Apresenta a carta da entidade com 23 questões e reivindicações.
- TSE — Eleições 2026. Informações oficiais sobre o pleito e acesso ao calendário eleitoral.
- TSE — notícia sobre a votação no exterior. Confirma as datas do primeiro turno e do eventual segundo turno.
Nota editorial: os números sobre vagas orçamentárias, aposentadorias projetadas e total de reivindicações mencionados na publicação original não foram incluídos no texto principal, pois não foram confirmados aqui em documentos oficiais primários.













